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A duas mãos

Page history last edited by PBworks 5 years, 1 month ago
A Duas mãos
 
Autoria: Ana Cristina Mattes e Kelli Caroline Mattes
 
 
 
Este artigo tem o objetivo de refletir sobre o vídeo “A duas mãos”, que pode ser assistido acessando o site http://www.lixdesign.com.br/4_portfolio/anima/tumb_maos.gif
O vídeo é protagonizado por duas mãos, que no início do vídeo são apresentadas: a esquerda e a direita, simbolizando a diferença entre as pessoas, a bipolaridade das coisas e do mundo.
Na seqüência as mãos começam a atuar. A mão esquerda com um tracejar livre e impreciso, sendo repreendida pela mão direita, que lhe apresenta a precisão, firmeza e retidão de seus traços feitos acima do desenho da primeira, precedido do sinal de “não”.
A mão direita é mais clássica nos traços e gostos, tendo sua sonorização representada por um piano, enquanto a esquerda tem seus feitos sonorizados por um som mais rústico.
Mas eis que a esquerda, de pensamento mais livre, menos treinada, menos escrava das regras sociais, do “como deve ser”, tem a idéia de contribuir no desenho da mão direita e fazer com que este seja aprimorado, ganhando em qualidade e representação. A direita gosta da idéia e contribui também com seu tracejar clássico no desenho da esquerda, atingindo bons resultados.
O vídeo nos leva a refletir sobre a nossa sociedade e as relações humanas, porque temos a tendência de tomar nossas vivências e pensamentos como ideal e os utilizamos como parâmetro para julgar as atitudes alheias na definição do que é certo ou errado e de como as coisas devem ser. Isto foi retratado na primeira parte do vídeo, onde uma mão negava a criação da outra, demonstrando o seu desenho como a dizer “é assim que deve ser” e “como você faz não está certo”.
Nenhum dos dois estava errado em suas criações. Eram apenas visões diferentes. E mesmo que uma tenha produzido mais que a outra, as contribuições tiveram igual valor.
Mesmo que a mão direita tenha criado mais, a frieza de seus prédios teve a mesma valia do poucos traços da mão esquerda, que trouxe a vida à cidade, representando a natureza.
Mas nunca é tarde! E elas entraram em consenso. Tiradas da zona de conforto, refletindo, analisando, acabaram por perceber o valor da atitude alheia e numa postura de respeito, abandonaram a postura do que “eu sei”, passaram a observar o que “outro sabe” e se dedicaram ao “que nós sabemos e fazemos”.
A realidade, é que fruto de personalidades e experiências diferentes, temos idéias, visões e habilidades diferentes (as chamadas inteligências múltiplas). Cada um de nós ocupa um lugar e tem uma missão que são só suas. Cada um de nós, com a sua maneira de ser tem o seu papel na sociedade e é nessas diferenças que se encontra a riqueza das coisas e do mundo.
Para haver construção conjunta, faz-se necessário que haja respeito, limites, aceitação, concessões e união.
Mas a maior lição que tiramos desse vídeo é a ciência da importância de valorizar as contribuições de cada criança e engajá-las no contexto, a evidência de que não existe o caminho certo, mas rotas diferentes, de que o complexo inicia-se pelo simples, sendo composto por uma série de pequenos detalhes, de que para se fazer uma avaliação justa, não um julgamento é necessário acompanhar todo o processo de construção do produto final e que cedendo, caminhando junto e trabalhando em sintonia os resultados se aprimoram e todos saem ganhando.
 

 

Comments (3)

Anonymous said

at 8:35 pm on Apr 1, 2007

Oi meninas, o texto está bem elaborado e com reflexões bastante ricas, trazendo aspectos teóricos e práticos que foram pensados a partir do filme. Abração, Sibicca

Anonymous said

at 11:46 pm on Apr 16, 2007

Oi, Ana. Tuas considerações a respeito do vídeo em questão foram muito precisas. Com sensibilidade, tu conseguistes analisar as habilidades e limitações de cada "mão",fazendo uma analogia consistente sobre à adversidade, à diferença. Ouvi várias posições a respeito do vídeo, como também fiz algumas considerações, mas em momento algum visualizei a "prisão e a liberdade"de expressão de cada mãozinha. Fantástico!

Anonymous said

at 7:10 pm on May 14, 2007

Oi, Ana, muito boa a tua interpretação sobre o vídeo.Conseguiste captar muito bem o espirito da união das duas mãos.Como tu muito bem colocas, devemos acompanhar o processo num todo e sempre ver as duas partes para podermos tentar chegar a um julgamento.
Abraços
Maria del Carmen

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